CEFET-MG

Professora de Araxá coordena simpósio no congresso da Abralic

Sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O XV Congresso Internacional da ABRALIC – Associação Brasileira de Literatura Comparada aconteceu da UERJ de 7 a 11 de agosto. Foram 78 simpósios e, aproximadamente, 1350 palestrantes. As sessões plenárias contaram com 65 convidadas e convidados brasileiros e estrangeiros.

Textualidades Contemporâneas” foi o tema do Congresso porque houve o reconhecimento de que já passou da hora de reconhecer que não mais dispomos de um suporte único, definidor de uma hierárquica concepção de “texto”, cujo sentido deve ser “adequadamente” decodificado. Em resposta a esse entendimento normativo de uma prática hermenêutica domesticada, a ABRALIC propôs a noção de “textualidades contemporâneas”. Tal noção pretendeu caracterizar a pluralidade de suportes possíveis, a miríade de formas de inscrição e a multiplicidade tanto de produções de presença quanto de atribuições de sentido.

A Professora da Unidade Araxá, Leni Nobre de Oliveira, foi uma das coordenadora do Simpósio “A inclusão das diferenças e das diversidades nas novas tessituras de produção e nas leituras literárias contemporâneas”A Professora Leni explicou a proposta deste simpósio. “Se por meio do comparatismo, a relação da Literatura com os demais produtos culturais do nosso tempo amplia e complexifica seus significados, e essa arte se torna objeto complexo, engendrada a partir de um pensamento transcultural e transdisciplinar, tornase pertinente que esse recurso seja observado em seu potencial revelador das diferenças e das diversidades na produção literária contemporânea. Com a perspectiva apresentada, neste Simpósio pretendemos acolher trabalhos que discutam sobre os rumos da produção, da crítica e da teoria literárias na contemporaneidade, privilegiando autores, obras e temáticas que abordem sobre diferenças, diversidades e inclusão, temas caros às abordagens sobre alteridade. Nesse caso, incluem-se, entre outras possibilidades analíticas, as releituras feitas de obras já cristalizadas (como aquelas sobre Machado de Assis) que, sob as novas investigações, mostram as ironias e as denúncias presentes em obras aparentemente ingênuas.“

Ela apresentou o trabalho “Memórias de meninas: tessituras, contextos, discursos e diferenças”. O Prof. Marcus Caetano Domingos também participou deste simpósio com “Rosaura, a enjeitada: efígie ou esfinge de Bernardo Guimarães”.